Em uma pesquisa feita em agosto de 2019, apenas 22% dos entrevistados foram capazes de poupar ao menos parte do salário, sendo que cada poupador guardou em média, R$ 546,61.

A crise econômica e o alto índice de desemprego continuam assombrando o orçamento de muitos brasileiros. De acordo com dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 67% dos consumidores não conseguiram poupar nenhuma parte dos rendimentos em agosto.

O número é pior entre as classes C, D e E (71%). No caso das pessoas de maior poder aquisitivo (classes A e B), o percentual de não-poupadores é de 54%. O dado revela que o hábito de poupar não é frequente mesmo entre os mais ricos.

Em agosto passado, apenas 22% dos entrevistados foram capazes de poupar ao menos parte do salário, sendo que cada poupador guardou, em média, R$ 546,61. O baixo número de poupadores tem se mantido estável ao longo da série histórica, sendo que em agosto de 2018 girava em torno de 16%.

 

Entre aqueles que não pouparam nenhum centavo, 40% justificam possuir uma renda muito baixa, o que inviabiliza ter sobras no fim do mês. Outros 18% foram surpreendidos por algum imprevisto financeiro, 15% fizeram gastos extras atípicos e 13% reconhecem ter perdido o controle sobre os próprios gastos.

“A crise econômica tem seu papel no resultado da baixa poupança. Com desemprego presente em muitos lares, o orçamento familiar tornou-se mais apertado e, em alguns casos, insuficiente até para honrar compromissos já assumidos. No entanto, não se pode ignorar que muitos consumidores não dão a devida importância para a formação de uma reserva financeira. O ideal não é poupar somente o que sobra no fim do mês, mas sempre reservar uma quantia fixa, encarando o valor destinado para a reserva como mais um compromisso mensal”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.