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Como será o mundo pós-coronavírus?

Sorocaba, o Brasil e o mundo não devem ser os mesmos. Confira como a pandemia deve mudar a vida e a rotina de toda a população!

Tendências para o mundo pós-pandemia vêm sendo traçadas por futuristas, pesquisadores e outras especialistas. Foto: divulgação.

 

22/04/2020 – A preocupação atual do Brasil e do mundo, neste momento, deveria ser a de se preparar para uma nova realidade. A afirmação é do biólogo e divulgador científico Atila Iamarino, que disse, em entrevista à BBC News Brasil, que “interromper agora as medidas de isolamento contra o novo coronavírus é querer voltar a uma realidade que não existe mais”.

Na entrevista, Iamarino explica porque o mundo de antes do coronavírus não existe mais: “a nossa vida vai mudar muito daqui para a frente, e alguém que tenta manter o status quo de 2019 é alguém que ainda não aceitou essa nova realidade”.

Para entender como será o Brasil e o mundo pós-coronavírus, diversos especialistas têm feito estudos e estimativas. O próprio biólogo enalteceu alguns pontos. Ele ressalta, por exemplo, que a população está voltando a entender o valor da ciência, da mídia profissional e dos serviços de saúde. “Mudanças que o mundo levaria décadas para passar, que a gente levaria muito tempo para implementar voluntariamente, a gente está tendo que implementar no susto, em questão de meses”, disse Iamarino à BBC.

Um artigo publicado no jornal El País Brasil também trata do assunto. Segundo o texto, o mundo pós-pandemia deve ser marcado por diminuição do consumismo desenfreado, aumento de home office e revisão dos valores e relações com colegas, vizinhos e familiares.

Efeitos da pandemia podem durar cerca de dois anos

Como a Organização Mundial da Saúde calcula que sejam necessários pelo menos 18 meses para haver uma vacina contra o covid-19, isso pode significar que os próximos dois anos sejam marcados pela alternação entre períodos de abertura e isolamento no Brasil e no mundo.

Isso fará com que os efeitos do coronavírus durem até meados de 2022, impactando o lazer, a cultura, a política, e economia, a psicologia, entre outras áreas.

Como deve ser Sorocaba, o Brasil e o mundo pós-coronavírus

Tendências para o mundo pós-pandemia vêm sendo traçadas por futuristas, pesquisadores e outras especialistas nacionais e internacionais. O Cidade Sorocaba fez um apanhado de artigos e pesquisas sobre o tema e mostra o que deve mudar na vida da população no geral, seja em cidades de pequeno e médio porte, como Sorocaba e sua região metropolitana, e também no Brasil e no mundo!

 

  • Aumento da aceitação do home office

O home office deve ser uma modalidade expandida no mundo pós-pandemia. “As empresas [estão] descobrindo o quanto as pessoas produzem ou não trabalhando de home office”, destaca o biólogo Iamarino. Empresas que se derem bem com o modelo de trabalho devem continuar seguindo-o mesmo após o fim da quarentena, pois ele evita a necessidade de estar em espaços com grande aglomeração, como ônibus e metrôs.

 

  • Mudanças de crenças e valores, com aumento da solidariedade

De acordo com Pete Lunn, chefe da unidade de pesquisa comportamental da Trinity College Dublin, “as crises obrigam as comunidades a se unirem e trabalharem mais como equipes, seja nos bairros, entre funcionários de empresas, seja o que for… E isso pode afetar os valores daqueles que vivem nesse período —assim como ocorre com as gerações que viveram guerras”.

Em Sorocaba já é possível observar alguns sinais. Um dos exemplos visíveis é que supermercados da cidade tem placas dizendo para pessoas idosas ou de grupos de risco pedirem para familiares ou amigos fazerem as compras em seu lugar. E mobilizações tem acontecido nesse sentido, com diversas pessoas se disponibilizando para ajudar quem tem mais risco caso saia de casa.

Além disso, pontos de arrecadação de alimentos para composição de cestas básicas para famílias afetadas pela crise estão espalhados por Sorocaba.

Também é possível observar que grandes empresas e personalidades tem doado quantias significativas para a ajuda na luta contra o coronavírus. O fundador do Twitter, Jack Dorsey, é um exemplo. Ele anunciou a doação de 1 bilhão de dólares para ajudar a combater a pandemia, valor que equivale a 28% de sua fortuna.

 

  • Diminuição de consumo

A ideia do “menos é mais” deve guiar os consumidores em um mundo pós-pandemia. É o que diz o Copenhagen Institute for Futures Studies. Isso deve acontecer, principalmente, por causa da crise financeira decorrente da pandemia. Mas não será o único motivo.

“O coronavírus trouxe para o contexto dos negócios e para o contexto pessoal a necessidade de revisitar as prioridades. O que antes em uma organização gerava resultados financeiros, persuadindo, incentivando o consumo, aumentando a produção e as vendas, hoje não funciona mais. (…) Hoje, faz-se necessário pensar no valor concedido às pessoas, no impacto ambiental, na geração de um impacto positivo na sociedade ou no engajamento com uma causa. (…) Faz-se necessário repensar a sociedade do consumo e refletir o que é essencial”, destaca Sabina Deweik no site O Futuro das Coisas.

 

  • Preferência por consumir de quem se posicionou bem durante a pandemia

Empresas, lojas e marcas que passarem boas impressões durante a crise devem prosperar no mundo pós-coronavírus, de acordo com webnar do site de pesquisas Kantar. “O ser humano lembrará de como as empresas e marcas reagiram na crise”, ressalta. Conteúdos que coloquem pessoas à frente do lucro e categorias de bens duráveis que construam a marca mirando no mundo pós-pandemia, por exemplo, devem se dar bem.

 

  • Novos modelos de negócios e espaços para restaurantes e comércios em geral

O futurista Rohit Bhatgava destaca que os “restaurantes fantasmas” devem ser uma grande tendência no mundo pós-coronavírus. Ele usa o termo para descrever estabelecimentos que só trabalham com delivery. Os serviços de entrega devem continuar em alta e podem se tornar a principal fonte de renda em muitos casos.

Já restaurantes, cafeterias, bares e locais de grande circulação de público em geral podem ter que se adaptar para reduzir aglomerações.

O motivo para ambas as tendências é parecido: o público deve continuar com receio de locais com grande quantidade de pessoas. “Quando as pessoas voltarem a frequentar espaços públicos, depois do fim das restrições, as empresas devem investir em estratégias para engajar os consumidores de modo profundo, criando locais que tragam a eles a sensação de estar em casa”, diz um relatório da WGSN, um dos maiores escritórios de pesquisas de tendências do mundo.

 

  • Expansão da educação a distância

Em um mundo pós-pandemia, a busca por cursos e aulas online deve continuar. Isso deve levar ao aumento da procura de mentores online. De acordo com a Trend Watching, novas plataformas ou serviços que conectam mentores e professores a pessoas que querem aprender sobre diferentes assuntos online podem surgir.

 

  • Crescimento das experiências culturais online

As lives de artistas e performers em geral tem feito sucesso durante a pandemia. Essa tendência, no mundo pós-coronavírus, deve evoluir para as chamadas experiências culturais imersivas. Isso significa que devem se disseminar as experiências de realidade aumentada e virtual, assistentes virtuais e máquinas inteligentes, promovendo, por exemplo, tours virtuais a museus.

Segundo o estudo Hype Cycle, da consultoria internacional Gartner, essas experiências são uma grande tendência tecnológica. Além da área cultural, as experiências culturais imersivas podem ser aplicadas em outros setores, como esportes, viagens a varejo, conforme indica um relatório produzido pela Trend Watching, plataforma global de tendências.

 

Texto: Ivana Santana

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Escrito por CidadeSorocaba

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