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Dia do cachorro quente: é seguro comer salsicha?

Ingrediente é estrela do lanche, mas ainda enfrenta muita desconfiança

 

  • 08/09/2021 – Compartilhe! Foto: Google

dia 9 de setembro é uma data especial para quem gosta de uma das iguarias mais populares do mundo: o cachorro quente. Criada em homenagem à invenção do lanche, a data é uma ótima desculpa para passar no mercado, ou na barraquinha em frente à faculdade, e garantir aquele hot dog completo. Mas se tem um ingrediente que costuma dividir opiniões, e gerar inseguranças, é justamente a estrela do lanche. Afinal, existe algum risco no consumo da salsicha?

“A gente precisa levar em consideração que é um embutido, como mortadela e salame. Então, quando você pega a composição desses itens vai ver que é um produto industrializado, que tem conservantes, nitrito, nitrato, corantes”, ressalta Solange Cassar, nutricionista especialista em segurança alimentar e diretora da Normalize Nutrição. “Mas também há muito exagero. A produção passa por rigorosos processos de qualidade em Boas Práticas de Fabricação e não tem aquela fantasia de que vai papelão junto da carne”.

Essa desconfiança com a salsicha não é de hoje. Na verdade, o alimento já foi considerado um dos principais transmissores de botulismo. Para se ter uma ideia, o nome da bactéria, Clostridium botulinum, vem do botulus, palavra em latim para salsicha. Hoje, porém, a percepção é mais positiva nesse aspecto. Sabe-se que a toxina liberada pela bactéria ocorre em locais com falta de oxigênio, sendo a maior incidência em conservas, ou enlatados, sem as devidas precauções.

Atenção à temperatura

Mas isso não significa que o consumo de salsicha não precise de atenção. Por ser um alimento perecível, é necessário um cuidado especial com a temperatura para evitar a proliferação de bactérias. Como o caminho da fábrica até o pão é muito longo, as etapas precisam ser acompanhadas de perto para garantir a segurança.

“Nos mercados, é obrigatório ter uma planilha de controle de qualidade no recebimento. Toda vez que chega uma carga, é necessário aferir a temperatura e colocar no documento o estado do caminhão, a temperatura do produto, as características do alimento e se está com o Selo de Inspeção Federal”, esclarece Solange. “Não adianta ter todos esses cuidados e, na hora de guardar, os colaboradores demorarem. A gente vê isso acontecer, normalmente, no horário do almoço da equipe. Eu mesma já peguei salsicha a uma temperatura totalmente contraindicada, por isso é tão importante que os estabelecimentos invistam na capacitação e no treinamento de seus funcionários”.

O consumidor também precisa ficar atento para diminuir todos os riscos. Como o processo de recebimento ocorre fora da área de vendas, o cliente pode pedir para conhecer os cuidados e procedimentos adotados pelo estabelecimento. Além disso, planejar a ordem de compra é fundamental para não deixar a salsicha descongelando no carrinho.

Na hora de comer, não tem segredo. O recomendado é preparar o alimento o mais próximo possível da hora de consumo. Se precisar armazenar a salsicha pronta, o ideal é manter a temperatura a 60°C.

“Se a gente come algo fora das condições ideais, não significa que fará mal. Na verdade, isso depende muito do momento imunológico de cada um. Duas pessoas podem ingerir a mesma coisa e uma ter reação e outra não”, explica Solange. “Como não temos esse controle, o ideal é garantir que o alimento esteja o mais estéril possível.”

Como todo embutido, não é um alimento que deve ser consumido com frequência, porém, em datas especiais, como o Dia do Cachorro Quente, não oferece grandes riscos. Com as devidas precauções, pode caprichar nos ingredientes para matar a vontade sem preocupações.

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Escrito por CidadeSorocaba

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