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Março: mês de conscientização sobre os direitos das mulheres e a importância de debater o assunto no ambiente de trabalho

Colaboradores da Trabt participaram de palestra ministrada por especialista sobre o tema

 

18/03/2022 – Compartilhe!

Março é um período de reflexão sobre os direitos das mulheres. Apesar dos avanços, fato é que elas ainda lutam, diariamente, para conquistarem o seu lugar perante a sociedade. O processo de empoderamento feminino depende da educação e da comunicação, tanto que a primeira conquista foi em 1827, a partir da Lei Geral, quando as meninas tiveram o direito de frequentar a escola.

Com o objetivo de proporcionar um momento de reflexão sobre o tema, a Trabt – Medicina e Segurança do Trabalho promoveu uma palestra para os seus colaboradores, ministrada pela advogada e Coordenadora Regional da Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil Subseção São Paulo, Maria Claudia Tognocchi Finessi, no último dia 16 de março. Na ocasião, também foram doados kits maternidade para as detentas da Penitenciária Feminina de Votorantim.

“Estamos no mês da mulher, em que se é comemorando o Dia Internacional da Mulher e, por conta disso, aproveitamos para falar um pouco sobre a questão envolvendo o gênero feminino. Das problemáticas que as mulheres enfrentam desde o início dos tempos, com seus direitos preteridos, com a inferioridade imposta pela sociedade machista e na qual devemos debater e conversar, especialmente com o público masculino, para que as mudanças aconteçam com o passar do tempo”, disse a advogada.

Um dos temas no qual as mulheres lutam para terem seus direitos respeitados diz respeito ao trabalho. O artigo 461, da Consolidação das Leis Trabalhistas, diz que “sendo idêntica a função, a todo trabalhador igual valor, prestado ao mesmo empregador, no mesmo estabelecimento empresarial, corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, etnia, nacionalidade ou idade”. Mas, na prática, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que as mulheres ganham, em média, 20,5% menos que os homens.

Maria Claudia ressalta, ainda, a importância de se debater a evolução dos direitos das mulheres para entender os porquês da participação delas em cargos de chefia ou na política, por exemplo. “Temos uma linha histórica muito recente com relação aos direitos e conquistas femininas. Já se andou bastante neste sentido, porém muito ainda tem que ser feito para que realmente tenhamos uma igualdade, seja nas condições, nos direitos e também nas possibilidades da mulher. É importante que se entenda o porquê desta luta feminina para que se conquiste um espaço que já é das mulheres e que precisa, realmente, ser entendido como o local onde ela pode chegar, ela pode viver, ela pode trabalhar”.

No quadro de funcionários da Trabt, as mulheres são a maioria. E, para Renan Paiva Moreno, médico do trabalho e diretor da empresa de medicina e segurança do trabalho, é um desafio vencer essa dificuldade de funções igualitárias entre mulheres e homens. “Acho que devemos criar um ambiente harmonioso, de equidade, onde todos possam se sentir em situações iguais, do ponto de vista da produtividade, respeito, salário, condições de trabalho e saúde. É o que procuramos buscar diariamente para os nossos colaboradores, clientes e fornecedores, criando um ambiente único, mais seguro, saudável e harmonioso para todos nós”, conclui.

Violência sexual

Uma em cada três mulheres já sofreu violência sexual no mundo e, na maioria dos casos, o abusador é o próprio parceiro. O médico examinador da Trabt, César Augusto, conta que já atendeu diversos casos no tempo em que trabalhou no SUS (Sistema Único de Saúde). “Trabalhei 11 anos em postos de saúde e tive muita influência dentro do SUS, e no meu lado humano, para atender os casos de violência sexual. O paciente já chega carente, quer ser ouvido, quer um abraço, um sorriso, um olhar melhor. Às vezes, você já não tem mais essa relação médico e paciente tão influente hoje em dia. As pessoas não olham mais na cara do paciente, olham só uma folha”, conta.

Para César, a palestra foi uma troca exitosa, uma oportunidade para conhecer um pouco mais sobre os direitos das mulheres perante a lei.  “Foi bem ouvir o lado do direito, não só o lado do médico. O lado da lei só sabemos um pouco, não tanto quanto foi falado hoje”, ressaltou.

Saúde pública

Um dos tópicos abordados pela Dra. Maria Claudia Tognocchi Finessi foi a violência obstétrica e o câncer de mama. Perante a lei, toda mulher tem acesso integral à saúde e isso inclui a realização de mamografias, parto humanizado e pré-natal.

A colaboradora da Trabt, Ana Diva Mariano, entra no número de mulheres que tiveram câncer de mama e fizeram o uso do SUS para o tratamento. Para ela, a palestra significou uma troca de conhecimentos. “Quando a Dra. Maria Claudia falou sobre o câncer de mama e o atendimento no SUS, me emocionou, pois já desenvolvi a doença. Na época, senti como se tivesse feito um tratamento em hospital particular. Todo o processo no SUS – da quimioterapia até o pós-cirúrgico – foi excelente”, finaliza.

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Escrito por CidadeSorocaba

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