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Projeto artístico sorocabano é indicado ao Prêmio APCA

O Híbrido, de Robson Catalunha, está entre os trabalhos de destaque do primeiro semestre de 2021

11/08/2021 – Compartilhe! Fotos: Julio Salvo/Divulgação

A Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) divulgou, no último dia 26, os indicados do primeiro semestre para o Prêmio APCA, que será definido em dezembro. Entre os finalistas, está o projeto O Híbrido, criação artística de Robson Catalunha, realizado em parceria com a produtora cultural Andressa Moreira, e que contou com gravações na Estação Paula Souza, em Sorocaba, e na Cachoeira da Chave, em Votorantim.

“Para nós, é uma felicidade muito grande estar selecionado entre tantos projetos incríveis. Quando começamos a escrever O Híbrido, a nossa proposta era justamente estabelecer uma conexão do público com uma nova proposta artística, que é a realidade virtual”, explica o diretor. “A indicação é um passo importante não apenas para o projeto, mas para toda a cena artística da região, que tem trabalhado intensamente para driblar todas as restrições da pandemia.”

Entenda o projeto

Inspirado no trabalho Treebeards do artista francês Cal Redback, que misturava feições humanas com plantas, O Híbrido consiste numa investigação sobre um ser em constante transformação que extrapola as fronteiras entre espécies, raças, credos, gêneros e padrões comportamentais.

O material foi apresentado em formato de uma web série dividida em oito episódios diferentes, de aproximadamente cinco minutos de duração. Cada ato era composto por uma performance, interpretada pelo próprio Robson, gravada com a tecnologia 360°. Ao assistir pelo celular, o espectador precisava se movimentar com a tela para acompanhar toda a cena, gerando uma sensação de imersão.

“Ao se mexer para assistir a cena completa, o público interage fisicamente com a obra, ampliando a discussão sobre o conceito de presença”, explica Robson. “Borrar as fronteiras entre teatro, performance e a própria realidade virtual foi a maneira que encontramos para nos aproximar do espectador durante este momento pandêmico”.

Indicação é motivo de orgulho para toda equipe

Se diante das câmeras 360° o protagonismo foi do ator, por trás, a produção contou com importantes nomes da cena artística sorocabana que veem na indicação o merecido reconhecimento pelo trabalho desenvolvido.

“O Híbrido é uma obra muito importante, que reúne artistas multidisciplinares e combina arte e tecnologia para a atualizar a experiência teatral em relação aos modos de viver contemporâneo, fortemente influenciados pelas novas mídias digitais”, ressalta o diretor técnico, Bruno Lottelli.

Muito além do reconhecimento, a indicação também serve de suporte para a exploração de novos espaços. “O trabalho se apresenta em uma mídia pouco explorada nas artes cênicas e possivelmente se tornará uma pesquisa recorrente de criação para os próximos anos”, acredita Douglas Emílio, preparador corporal do projeto.

Outra que acredita no potencial do novo formato é a produtora executiva e diretora de produção, Andressa Moreira. “Explorar essa tecnologia e produzir esse trabalho, considerando o momento pandêmico, me instiga, pois traz novas possibilidades de interatividade de forma inovadora”, ressalta.

Muito além de um projeto inovador, O Híbrido também foi uma verdadeira reunião amigável, um momento de conforto diante de tanto tempo de isolamento. “Foi uma imensa alegria saber que esse reencontro entre amigos já começa a colher frutos”, relata o diretor de arte, Felipe Cruz.

O Híbrido concorre na categoria Avanço Digital, pelo caráter tecnológico inovador.

Confira os já indicados à edição 2021 do Prêmio APCA:

Espetáculos:

– Desfazenda – Me Enterrem Fora Desse Lugar (Cia O Bonde sob direção de Roberta Estrela D’Alva)
– Dora (Direção, texto e atuação de Sara Antunes)
– Monstro (Dramaturgia e atuação Ricardo Corrêa e direção de Davi Reis)
– Sede (de Eugene O’Neil com Cia. Triptal e direção de André Garolli)
– Terra Medeia (de Sara Stridsberg com direção de Bim de Verdier)

Prêmio Avanço Digital

– O Híbrido, de Robson Catalunha, pelo caráter tecnológico inovador;
– The Art of Facing Fear, da Cia Os Satyros, pelo ineditismo de Rodolfo García Vázquez em dirigir 25 intérpretes ao vivo em cinco continentes.

Ficha técnica “O Híbrido”

Diretor artístico e Performer – Robson Catalunha(@robsoncatalunha) | Diretor técnico – Bruno Lottelli (@brunolottelli) |Diretor de arte – Felipe Cruz (@felipecruz.cruz.7) Produtora executiva e Diretora de produção – Andressa Moreira (@dremoreira_) Diretor de som – Renan Vasconcelos (@ocaradosom) Dramaturgista – Robson Catalunha | Trilha sonora original – Marcello Amalfi (@maestroamalfi) | Preparador corporal – Douglas Emílio (@douglasemilioo) | Montador e Programador – Eduardo Liron(@eduardoliron) | Consultoria de luz – Roberto Gill Camargo | Design gráfico – Laerte Késsimos (@laertekessimos) Desenvolvimento web – Danilo Amaral | Equipe de arte – Ketlyn Azevedo (@ketlyn__azevedo) e Marcelo Simões (@tchelosimoes) | Assistente de produção – Cau Peracio (@cauperacio) | Assistente de set – Luis Eduardo (@luiss_eduarddo) | Participações – Cau Peracio, Mário Pérsico, Merlin Kern (@merlinkern) e Ketlyn Azevedo | Fotografia – Tiago Macambira (@tiago.macambira) | Social media – Diego Ribeiro (@diegorrifer) Assessoria de imprensa no interior de São Paulo – JF Gestão de Conteúdo (@jfgestaodeconteudo / @soujulianaferraz) | Assessoria de imprensa na cidade de São Paulo e outras localidades – Nossa Senhora da Pauta (@nossasenhoradapauta) | Assessoria contábil – @carlos8amorim e @karencamposamorim

Co-realização Robson Catalunha e Andressa Moreira

Da redação

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Escrito por CidadeSorocaba

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