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Quer blindar o próximo carro? Saiba quais detalhes podem dificultar o procedimen

Algumas características do modelo podem desfavorecer o processo de blindagem

  • 16/09/2021 – Compartilhe! Foto: Divulgação

Segundo o último levantamento da Associação Brasileira de Blindagens (Abralin), o Brasil é o País com a maior frota de veículos civis blindados. São mais de 200 mil unidades, um número que supera em até cinco vezes o segundo colocado, o México. A insegurança nos grandes centros urbanos faz com que muitas pessoas adquiram carros já pensando no processo de blindagem. Nessa hora, é importante avaliar algumas características do modelo escolhido que podem favorecer, ou não, as modificações realizadas pelo procedimento.

“Não existe carro que não possa ser blindado. O Brasil, inclusive, é referência em qualidade de blindagem e muitas blindadoras nacionais realizam o serviço em carros que serão exportados”, relata Renato Escobar, especialista em blindagem e sócio diretor da Collet Blindagens. “O que acontece é que certas características de alguns carros podem deixar o processo mais difícil. Nesses casos, para não comprometer o acabamento, é preciso ter ainda mais cuidado na hora de escolher a empresa para o serviço”.

Vidros e sistema elétrico precisam de atenção

Um dos componentes mais importantes no processo de blindagem é, justamente, aquele que mais precisa de atenção. Durante o procedimento, os vidros originais são descartados, sendo substituídos por modelos blindados. Para se ter uma ideia, só de vidro, o aumento do peso final do veículo supera os 80 quilos.

“Esse é um detalhe importante. Quando o carro tem vidros grandes, que garantem uma abertura confortável da janela, também significa que o blindado será grande e ainda mais pesado que o original”, explica o especialista. “Dependendo do caso, pode sobrecarregar o sistema e dificultar a abertura”.

Muito comum em modelos esportivos, a ausência de cajado, estrutura na parte superior da porta que envolve o vidro, também pode fazer com que ele acabe ficando menos instável com o aumento de peso. Com o tempo, o carro pode apresentar ruídos no local, o que incomoda – e muito – o proprietário. Para resolver isso, é preciso fazer uma estrutura de suporte capaz de aumentar a estabilidade do vidro e garantir o acabamento perfeito.

Outro aspecto que pode ser desafiador é justamente o sistema elétrico. Durante o processo de blindagem, o carro é literalmente desmontado para receber as proteções balísticas. Na remontagem, é preciso atenção para garantir que tudo funcione corretamente, principalmente os compostos eletrônicos mais modernos.

“Um carro, geralmente, tem quase 80 metros de fio e você tem que devolve-lo com todas as funcionalidades, como central multimídia, câmeras, sensores de estacionamento, entre outras; tudo funcionando perfeitamente”, lista Renato. “Os carros elétricos têm um único sistema para desligar os componentes para não dar problema em nenhum módulo, sendo uma maneira de desenergizar o veículo, característica que a blindadora precisa conhecer. Não é apenas tirar os dois plugs da bateria, como um carro convencional”.

Se alguns carros podem apresentar uma dificuldade extra para o responsável pelo serviço de blindagem, outros modelos oferecem o contrário. Carros altos, com suspensões resistentes e espaçosos costumam facilitar o trabalho e garantem um acabamento impecável.

“Fizemos muitas Mercedes GLA nos últimos meses. O acabamento fica excelente”, exemplifica o sócio da Collet. “Quem vai comprar carro pensando em blindar precisa ficar atento a esses detalhes. A pior coisa que pode acontecer é, depois de 100 quilômetros rodados, o cliente descobrir que aquele carro não recebeu bem as modificações”.

Como a blindagem é um serviço artesanal, o segredo para evitar arrependimentos é escolher a blindadora com critério. Apenas com uma mão de obra extremamente qualificada é possível garantir que o resultado fique excelente em qualquer modelo de veículo.

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Escrito por CidadeSorocaba

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