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Vale a pena assistir o novo filme Bruxa de Blair?

Após 15 anos, Bruxa de Blair está de volta aos cinemas. Mas será que agradou aos fãs?

 

Antes do lançamento de Bruxa de Blair, teve muito mistério envolvendo o filme que só foi revelado menos de dois meses antes de chegar às telas, impedindo o vazamento de informações e replicando um pouca da aura de surpresa que cercou o original. Com Adam Wingard e Simon Barrett (diretor e roteirista, respectivamente, de Você é o Próximo), este novo capítulo recupera a atmosfera do filme que causou sensação em 1999 e introduz boas novidades à mitologia.

Na trama, Peter (Brandon Scott) busca há 17 anos respostas sobre o desaparecimento da sua irmã. Ela foi participar de um documentário sobre as lendas das florestas de Maryland e nunca mais foi vista. Com o surgimento na Internet de uma nova pista, porém, ele parte ao lado de seus melhores amigos para o local onde essa evidência inédita foi encontrada, a mesma floresta em que sua irmã foi vista pela última vez.

Equipadíssimos com todas as garantias modernas de sucesso que o mercado dispõe para aventuras na mata – como aparelho de GPS, walkie-talkies, micro-câmeras e até um drone – os quatro amigos partem em sua jornada. Não tarda para que a floresta prove que os avanços tecnológicos de quase 20 anos não representam muita coisa lá fora – especialmente quando há forças ancestrais em jogo.

Wingard e Barrett são extremamente bem-sucedidos em emular a sensação do primeiro filme. É tudo muito parecido, mas há novos elementos que tornam esta uma experiência que agrega à original. O humor, por exemplo, é mais presente e ajuda a criar empatia pelos personagens (pelo menos enquanto os piadistas duram). O avanço tecnológico também rende mais opções de câmeras, tornando a montagem bem mais dinâmica – e nem tão tremida como no original. A nova personagem documentarista é melhor que sua predecessora – e encontra tempo para amarrar câmeras em árvores e montar tripés.

Porém, mais importante, há uma nova camada de mitologia e regras neste Bruxa de Blair. Os cineastas conseguiram expandir os conceitos de 1999, que influenciaram com sua linguagem toda uma geração do horror (algo que o precursor do gênero Holocausto Canibal, de 1980, não conseguiu) de forma absolutamente orgânica. Nada aqui parece fora de tom em relação ao passado (como ocorreu com o péssimo O Livro das Sombras, de 2002). Pelo contrário. Quase 20 anos depois, com o gênero de “found footage” tão estressado em franquias e produções que usam a linguagem como desculpa para a falta de recursos e multiplicador fácil de investimento, há enfim alguma satisfação em efetivamente ser impactado por imagens com valor de produção e não apenas ser assustado por barulhos e cortes secos (que também continuam eficientes, vale dizer). Há também um elemento sobrenatural adicional inteligente, que amplia o terror sem consumir qualquer recurso adicional, uma utilização inteligente de algo natural e gratuito, mas que alimenta o horror, o tempo.

Com toda certeza vale a pena assistir ao filme, então corre garantir seu ingresso que a Bruxa de Blair está em cartaz nos cinemas!

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Escrito por @cidadesorocaba

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